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ISTO NÃO É UMA FESTA INDIE

2014 11 ineufi
//   Ian Carlo é Mendoza. O virtuoso percussionista assume-se como multi instrumentista lança-se sozinho às feras do nosso mundo.

Parte integrante dos Tigrala de Norberto Lobo e Guilherme Canhão, nascido no México, Ian Carlo Mendoza é um performer experimentado e um percussionista com formação clássica.

Se com uma lata já fazia isto (http://vimeo.com/23961317), agora de guitarra acústica nas mãos traz-nos a ginga e poesia cantada de Sinaloa.

Midnight & TMSQ são dois putos já adultos bracarenses que sempre estiveram na vanguarda da música electrónica nacional, tanto atrás da cabine como na pista de dança.

Já o Lovers & Lollypops Soundsystem nunca esteve na vanguarda de estilo musical nenhum, mas o mundo dos moshpits inesperados nunca foi o mesmo depois disto.

Tudo isto é grátis e tudo isto é no Lounge, o nº 1 no beco da Rua da Moeda, quinta-feira, 13 de Novembro, pelas 23 horas.



ISTO NÃO É UMA FESTA INDIE, 13 Novembro

 

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2014 09 ineufi
//   Está a terminar o verão. Os palcos grandes ao ar livre já eram, o dormir desconfortável de uma tenda também. Volta o conforto da cadeira do escritório e da rotina urbana e com ela regressa também a Isto Não É Uma Festa Indie, a residência da Lovers & Lollypops no LoungeNegra Branca é a convidada muito especial para esta rentrée melancólica. Marlene Ribeironascida no Cartaxo e residente em Manchester, é parte electrónica dos GNOD, aquela banda que teve entrada directa na família da Lovers & Lollypops depois dos espectaculares concertos no

Milhões de Festa 2012, tanto sozinhos, como acompanhados pelos nossos Black Bombaim naquela viagem de 50 minutos de devoção krautrock totalmente improvisada. Marlene Ribeiro parte da sua zona de conforto para nos oferecer um dos trabalhos mais bonitos do ano, editado
via Tesla Tapes. Entre o inglês e o português, resultado do eixo Cartaxo-Manchester, a sedução do loop pastilhado entra em harmonia com os vocais etéreos e sonhadores (qual Kate Bush, qual quê). Algures entre a electrónica e o suor sexual, surge esta estranheza do som. É físico e entranha. Deixemo-nos ficar. Acabado o concerto, a cabine-montra do Lounge fica entregue a Paddy Shine, explorador dos sons urbanos de Manchester, também via via Tesla Tapes, e à festa agasalhada do Lovers & Lollypops Soundsystem. Tudo isto acontece a 18 de Setembro, quinta-feira, a partir das 23h, e tem entrada gratuita.

Links:
• Negra Branca: http://teslatapes.bandcamp.com/album/negrabranca-onotesla001 
https://soundcloud.com/negrabranca
• Paddy Shine: http://www.mixcloud.com/electriklife/gnod-mu-podcast-80-july-2014/

 

ISTO NÃO É UMA FESTA INDIE, 18 Setembro

 

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2014 04 j-k
// Chega Abril, águas mil não as há e o tempo pede aperitivos. Gins, cocktails, uma azeitona ou outra, e tudo mais que nos deixe com um sorriso parvo. É com ele que recebemos a residência da Lovers & Lollypops no Lounge - a Isto Não É Uma Festa Indie – que fica a cargo da Monster Jinx representada por J-KHá um grande monstro roxo a (e)ditar o que de mais interessante se ouve no hip-hop (Indie? alternativo?) em Portugal. A Monster Jinx, colectivo artístico que lança discos e faz festas a gatinhos, anda desde 2008 a oferecer bom gosto sonoro e visual.

 

Um dos culpados é J-K (Jota Kapa) rapper que nasceu na República Democrática do Congo, vem da Sertã e chega a Lisboa. O contacto com as formas mais independentes do Rap que se pratica do outro lado do Oceano Atlântico marcaram para sempre a sua forma de olhar para a composição musical, e deve ter sido por isso que conseguiu agradar a Jinx. Ao Lounge traz-nos o primeiro álbum a solo, “Sorriso Parvo”, lançado em 2013 pela Monster Jinx e que conta com participações de Beware Jack, Stray (do mesmo colectivo) e Maze (Dealema). O disco pode ser sacado gratuitamente e a entrada no concerto, dia 4 de Abril, sexta-feira, às 23 horas, tem exactamente o mesmo preço.

 

O resto da noite fica a cargo do inenarrável Lovers & Lollypops Soundsystem com a habitual confusão musical (da boa) nos pratos.

http://monsterjinx.com/artista/j-k/
http://j-k-mj.bandcamp.com/album/sorriso-parvo
http://vimeo.com/28107396

ISTO NÃO É UMA FESTA INDIE #20, 4 Abril

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2014 02 ineufi
//   É um daqueles encontros que parece impossível até ao dia em que acontece, impraticável até estar ali mesmo em frente dos nossos olhos. Bob Dylan e Johnny Cash, Rui Reininho e Javier Andreu. Este, será como um dueto entre o Robbie Williams e a Nicole Kidman, diz um dos envolvidos. Mas ainda não descobrimos qual é qual, quem veste a saia ou as calças, a voz ou a guitarra.

A verdade é que, como tão pouco sabemos, é difícil perceber no que vai dar. E assim torna-se impossível arrumar palavras quando só nos vêm onomatopeias à cabeça. Interjeições de felicidade que apagam todas as dúvidas.

A Isto Não é Uma Festa Indie volta em 2014 com uma parceria estratégica pensada para aumentar exportações, equilibrar a balança comercial e livrar-nos do mal que nos corre por dentro. Nuno Rodrigues e Éme dão as mãos num concerto, um matrimónio imaginado numa mesa de café, que vem restaurar a nossa fé no mundo. Coisas boas acontecem afinal.

Duquesa é Nuno Rodrigues, porta voz do tédio barcelense ao microfone dos The Glockenwise, canta sobre miúdas adolescentes que engravidam, a solidão de um imperador francês e sobre sítios que são uma merda. Com os The Glockenwise lançou um disco em 2011 (Building Waves, Lovers & Lollypops), outro em 2013 (Leeches, Lovers & Lollypops) e, mesmo depois de tantas audições, não conseguimos escolher o nosso preferido. Como há demónios que não se expurgam em grupo, vai lançar o primeiro EP a solo ainda durante o ano de 2014.

Éme apareceu no radar dos melómanos deste país com “Até Morrer” (Cafetra Records, 2011) d’ Os Passos em Volta. Em 2012, lança a solo um disco incrível chamado Gancia onde lhe descobrimos talento de sobra para escrevinhar canções. Vai voltar este ano com novo longa duração, produzido pelo desaparecido B Fachada.

Os dois aceitaram o convite da Lovers & Lollypops para fazer alguma coisa juntos. Agora é contar os dias até 13 de Fevereiro. Os trocos não é preciso contar, porque isto sai de graça. Dia 13, quinta-feira, no Lounge, às 23 horas. No final, há Lovers & Lollypops Soundsystem.

emeduquesa

 

ISTO NÃO É UMA FESTA INDIE #19, 13 Fevereiro

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2013 12 iseufi
//   Foi no início de 2012 que a editora/produtora Lovers & Lollypops fez as malas até Lisboa, para dar início à sua residência mensal no Lounge, no Cais do Sodré. Mais de 20 concertos depois, entre nomes tão díspares como Black Bombaim, NACO, Holloys ou Yonatan Gat, chegam as últimas actuações de 2013, com PISTA e Al Lover.

Os PISTA, projecto formado pelo guitarrista Cláudio Fernandes (Cangarra, Jibóia, Nicotine’s Orchestra) e pelo baterista Bruno Afonso, são a nova banda sensação da capital, percursora daquilo a que gostam de chamar pedalcore. Ou, simplificando, biker roll: uma simbiose entre os prazeres do cada vez mais popular estilo de vida a duas rodas e do rock por paixão. Depois de terem editado o EP homónimo de estreia no mês passado — que conta com a participação de Nick Nicotine —, os PISTA prometem exercício musical através de pedais.

Já Al Lover é um gajo com bom gosto. Basta reparar que das suas selecções fazem parte nomes como Boris, Warpaint, Goat, The Growlers, Lumerians, Tinariwen ou Acid Mothers Temple. Este produtor e DJ da meca da música psicadélica, o Austin Psych Fest, vem de São Francisco e é, claro, um amante do sons que nos fazem viajar sem sair do sítio. Das suas influências destacam-se DJ Shadow e o não-receio em misturar ritmos, camadas e sensações. Al Lover já remisturou senhores como Ty Segall, White Fence ou Thee Oh Sees e tem das melhores playlists que circulam pela web. As expectativas para a última INEUFI de 2013 não poderiam estar mais em alta.

Como habitual, a festa tem início pelas 23 horas e a entrada é gratuita.

 

http://pista.bandcamp.com/
http://allover.bandcamp.com

ISTO NÃO É UMA FESTA INDIE #18, 12 Dezembro

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torto
//   Os TORTO são três: Jorge Coelho na guitarra, Jorge Queijo na bateria e Miguel Ramos no baixo. Um trio de virtuosos que presta especial atenção à numerologia - Torto, o disco, foi gravado no dia 4 de Maio, em 4 horas, nos estúdios da Meifumado, com o apoio de Zé Nando Pimenta, que ficou, igualmente, a cargo da mistura e da masterização do álbum.

Composto por 5 canções, Torto são 33 minutos de desafio aos cânones musicais. Todo o trabalho é free, com influências que vão do jazz ao rock instrumental, com a exploração de novos caminhos e linguagens musicais sempre presente. Frequentemente comparados a Tortoise, os Torto retratam, fielmente, aquilo que são ao vivo, neste registo. Daí que esta entidade sonora tenha optado por fazer o processo de gravação em simultâneo — os três membros a tocarem ao mesmo tempo, com mínimas edições posteriores. Torto é o primeiro longa-duração da banda, depois de, em Maio, terem editado uma serigrafia com código para download.

Naquilo que é uma libertação sem voz (mas com muitas palavras em formas de acordes), Torto mostra como se faz o elo perfeito entre 3 cúmplices: o baixo, a guitarra e a bateria.

Com data prevista de lançamento a 4 de Novembro, via Lovers & Lollypops, Torto será apresentado ao vivo a 9 de Novembro, no Lounge, em Lisboa.

"Estas músicas nascem do sereno tumulto das guitarras para nos fazerem planar. Sem artifícios, e sem enfeites, os temas deste LP são de um fúria contida ou de uma crueza adulta; pertencem tanto ao passado quanto ao futuro; têm um pé na certeza do que fomos (do que sabemos ou ouvimos) e outro na urgência de pisar o risco. De novo. E não é esse o melhor presente? Os Torto são a sábia banda sonora da nossa simples inquietude." Amílcar Correia, PÚBLICO/P3

https://www.facebook.com/torto.3.torto
http://loversandlollypops.bandcamp.com/album/torto
http://www.youtube.com/watch?v=VHhlyFfO5I0


ISTO NÃO É UMA FESTA INDIE #17, 9 Novembro

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ineufi naco
//   NACO, Nunca Acordo Como Ontem, é Miguel Ramos (Supernada / Torto).

O seu universo pode ser a preto e branco, mas a sua música é colorida. Aos ritmos fortes do baixo junta a camada melódica de uma guitarra feliz e sons de mil e um instrumentos que poderiam ser tocados por uns quaisquer habitantes de um planeta NACO.
O seu disco de estreia homónimo tem 25 tiras desenhadas e tocadas por si.
No Lounge, a bagagem é despachada com este mesmo trabalho. O controlo de segurança é relaxado e não é necessário passaporte.

Todos são bem vindos a bordo desta viagem ao seu mundo.

 

"Osso" ao vivo: http://www.youtube.com/watch?v=y5aLKo36nHI
"Ka-ka": http://www.youtube.com/watch?v=GXud-6H7lDs
"Trago de Luz" (NACO Retimbrado): http://www.youtube.com/watch?v=3rQDMwNmOzc


ISTO NÃO É UMA FESTA INDIE #16, 17 Outubro

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sequin
//   O mundo da pop electrónica é passível de ser geograficamente balizado. O mundo de Sequin, por outro lado, é de uma dimensão diferente, culturalmente transversal ao que podemos ouvir, capaz de nos descrever “Beijing” enquanto soa à Inglaterra dos Ladytron, capaz de vislumbrar a Índia enquanto olha o afrobeat. Acima de tudo, capaz de nos tirar a cabeça do tempo frio enquanto nos refresca com a sua voz de linho. É certo que os tecidos frescos vão assentar melhor em todas as silhuetas enquanto Sequin se fizer ouvir: e ninguém vai ficar Sequin se se molhar.

http://sequinsequin.bandcamp.com/

ISTO NÃO É UMA FESTA INDIE #15, 12 Setembro

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2013 05 holloys
//  Holloys apareceu na vida da Lovers & Lollypops por acaso. Foi em 2012, numa festa organizada pela VICE, em que este norte-americano improvisou uma sessão, no Armazém do Chá. E não é por acaso que Jim Brown entra dentro de eventos: é que a sua música tem o mesmíssimo efeito no nosso cérebro, invadindo-o com um conceptualismo rítmico, semi-erótico e palpitante. Nos trabalhos de Holloys, as linhas do baixo são fundamentais – porque celebram a diversidade de género e de ambiências –, o jazz é fundido com o dancehall e o rock dá de si, numa faceta exploratória, cósmica. Confusos? É só uma questão de ouvirem as cinco canções que compõe o EP “Art Warts”. Nunca as drum machines nos fizeram lembrar tanto o Verão como agora. Excepcionalmente em formato one-man band, preparem-se para moldar as vossas dance moves às vontades de Jim Brown.

https://soundcloud.com/holloys
http://www.holloys.com/audio.html

ISTO NÃO É UMA FESTA INDIE #14, 10 Maio
 

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2013 04
// Negro + Esperit!

. Negro: É raro encontrar um músico como Fernando Junquera na comunidade de música independente. Virtuosismo interpretativo, personalidade artística forte, discurso criativo que combina tradição e experimentação, sentido de humor obscuro... Por várias razões, Fernando é uma verdadeira ave rara no circuito underground de Espanha. Numa altura que se prepara para lançar "Formación del Espíritu Nacional", segundo disco de originais pela La Castanya, Negro visita Portugal para se apresentar no Taina Fest no Porto e na Isto não é uma festa indie em Lisboa. Oportunidade única para receber um dos guitarristas mais especiais do país vizinho.
negro

http://lacastanya.blogspot.pt/2013/02/gira-presentacion-de-formacion-del.html
http://soundcloud.com/lacastanya/negro-paz-y-permanencia

Esperit!: Depois de viajar por todo o mundo com os Les Aus, Mau Boada apresenta o seu projecto mais pessoal. Esperit! trata de nos fazer passear por canções com cunho alucinógeno, sons telúricos, ruídos e escapadelas ao circo. Apesar da sua juventude, Mau já deixou a sua marca em mais de vinte discos editados. Faz-se presente no underground de Nova York com a mesma naturalidade com que se apresenta em Sant Celoni ou como quando andava em digressão pela Europa com uma companhia de circo. Os seus concertos são sempre imprevisíveis e transitam por caminhos inesperados, levado o público ao limite da hipnose. Um multi-instrumentista iluminado e sorridente. Uma música que nasce livre e flui livre.

"Ruhednu nerdhu": http://www.youtube.com/watch?v=5rh2Iu4m_JQ
"Good girl": http://vimeo.com/40507452
"Reno, Nevada": http://waaau.tv/video/videoclip/esperit-reno-nevada
"Elèctric Mustela": http://www.youtube.com/watch?v=GS0eh6HJIgQ
"Ahhhhh": http://www.youtube.com/watch?v=I28_J5EM5Go
Doc: http://www.youtube.com/watch?v=AKMUza0COsg

ISTO NÃO É UMA FESTA INDIE #13, 4 Abril

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2013-03-posterineufi
//  Em 2012, depois do Milhões de Festa, os Unicornibot tornaram-se os nossos galegos preferidos, porque para todo o lado que vão levam o famoso licor de café mas também porque é impossível ficar indiferente ao math-rock contagioso deste pessoal de Pontevedra. Apostados em fazer da estrada a sua segunda casa, está na altura de recebermos os Unicornibot na Isto não é uma festa indie, a nossa segunda casa.

ISTO NÃO É UMA FESTA INDIE #12, 9 Março

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2013-02-posterineufi
//  A literatura de ideias resulta em musicalidades do outro mundo. E é nesse espaço só seu que os Surya Exp Duo criam uma distopia dividida em três partes distintas, com uma continuidade entre si, como quase de um filme se tratasse. "Trigunam", o novo registo da dupla lisboeta, com a aprovação da editora Lovers & Lollypops, vai buscar o seu nome ao sânscrito e não é, por isso de estranhar, que nos leve até à India. Imaginemos tapetes voadores, cachimbos de água, incenso com odor a canela, imaginemos a reflexão hindu e a simbiose perfeita entre mente e corpo. Imaginemos o transe, numa qualquer aldeia asiática; imaginemos a vida nómada, espacial. Imaginemos corpos leves, sem qualquer peso de partícula, em jornada, sem itinerário, ao universo da liberdade. Imaginemos o cosmos, um mundo maior e um céu estrelado. Gravado e misturado em formato analógico, apenas com o auxílio de delays de fita, bem ao estilo dos anos 70, "Trinugam" foi gravado e misturado no Living Dub Room, em Lisboa, durante Agosto de 2011. Tiago Jónatas, o timoneiro do theremin, foi o produtor-viajante de serviço.Depois da improvisação, surgiu a exploração. E é isso que Tiago Jónatas (The Rising Sun Experience) e Nno Mar procuram. O espaço já deixou de ser o limite, esta nave de quarenta minutos leva-nos até lá.
2013 02 suryaexpduo

 
ISTO NÃO É UMA FESTA INDIE #11, 28 Fevereiro

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2013 aspen
// Aspen

 "A geografia da pequena cidade de Colorado não poderia ser mais apropriada para o baptismo desta nova selecção de esperanças. Desde o decalque sinuoso das montanhas geladas passando pelo esburacado revestimento, desenhado pelos garimpeiros do século XIX, aquele espaço físico encaixa perfeitamente no espaço figurativo da música dos Aspen. Metamorfose da “larva” Cosmic Vishnu que tanto impacto causou no famigerado youtube, parcela web de um universo onde tudo acontece e se eleva, com a amostra de três capítulos reunidos em “Colossus Mountain”. Um colosso instrumental e indesmentível concebido por Tiago Pereira e Cristiano Veloso, dois adolescentes na casa dos 16 anos que emularam o sufoco empedernido de uma cidade – Barcelos - bastante diferente da que é hoje. A idade precoce era o estímulo da reacção à apatia, na parábola recorrente da cidade da “pasmaceira”. A vontade de fazer música era do tamanho dos Himalaias. O ponto no mapa era, em tempos, o reflexo do amor-ódio que obrigava não só à fúria terapêutica das guitarras como catalisador para a velocidade da bateria. No silêncio atordoante de uma estratégia para abalar a turba, esta semente brotou os Aspen, consolidação do molde basilar do grupo, incorporando Vítor Pereira, guitarrista convertido ao baixo.
E entretanto, a cidade mudou como uma “borboleta” em mutação que os Cosmic Vishnu geraram. Para trás ficou um culto exíguo de um masterpiece stoner psicadélico com o trono em “Iron Ships on the Silver Sea”. Surgiram os concertos sucessivos, as amostras estonteantes nas redes sociais, o culto renovado… e de repente, a neblina caiu novamente. A noite e os tambores calaram-se e os Aspen bateram em retirada. No caldeirão onde estes jovens druidas cozinhavam substâncias alucinogénicas, resultou o primeiro trabalho da banda, um e.p. de 5 temas, perfilhado “Winds of Revenge”, pela editora portuense Lovers & Lollypops. Os graves do baixo cerraram os dentes, a exploração sonora de envolvência post rock deu a mão à densidade doom que exorcizou este sétimo selo. Os rufos regressaram no prelúdio “Arashi”, carne para canhão para o que vem a seguir. “Autopsy Headcrush” é exactamente isso, uma fractura craniana exposta de consequências trágicas entre uns Red Sparowes e uns Suma que precede a cavalgada do tema-título que apraz dizer é simples: Matt Pike e os seus High on Fire. A firmeza, a consistência, o sludge. Um cântico de guerra espartano.”Like Crows they Drop” joga novamente com aquela ambiguidade post rock vs doom. Aço fundido pelos mestres Russian Circles e Capricorns. Quem com ferros morre com ferros mata. A marcha fúnebre que encerra o álbum é majestosa. Uma sinfonia infernal de corte à princesa das trevas, “Owing to Lilith” é a quinta faixa do “Worshipping Doom” dos Bongripper. Concubina preferida de Lúcifer e esposa de Samael, os Aspen entoam aqui o lento pesar do coito ocultista pela mitologia biblíca. A mais antiga história do planeta.
A máquina de guerra está devidamente oleada. Já Barcelos, que nem de grandes montanhas se confere, implode mais vez com este movimento tectónico, chamado Aspen. “Winds of Revenge” é um prato que se serve frio e a estreia em Lisboa acontece a 24 de Janeiro na Isto não é uma festa indie, depois de terem percorrido o país de norte a sul e de algumas incursões por Espanha, Grécia e Malta." Manuel A. Fernandes
http://www.facebook.com/lesaspen?fref=ts
http://aspenband.bandcamp.com/
http://www.youtube.com/watch?v=XoIxubCTCok

ISTO NÃO É UMA FESTA INDIE #10, 24 Janeiro

 

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ineufi12-2012
//  Yonatan Gat é conhecido como sendo o guitarrista dos Monotonix, banda que deu mais de mil concertos frenéticos e que varreu o globo entre 2006 e 2011. Além de serem reconhecidos como a melhor banda de rock & roll ao vivo, os Monotonix actuaram em festivais na Escandinávia, passaram por bares em Chicago e até “invadiram” estádios de futebol no Chile, partilhando digressões com lendas como Faith No More, Pavement e Silver Jews. Como se não bastasse, gravaram discos com grandes nomes como Steve Albini e editaram-nos com o selo da recomendável Drag City. O típico espectáculo dos Monotonix começaria com Yonatan a tocar guitarra durante cerca de dez minutos, aquecendo os ânimos, antes de uma explosão de loucura, coberta por ondas de suor e combustão. Mas agora é tempo para algo diferente. Naquela que é a sua primeira digressão a solo em oito anos – e apenas munido com a sua guitarra eléctrica e vocais –, Yonatan passará por temas instrumentais assombrados/tórridos e até música pop. O seu novo trabalho alude tanto aos grandes da guitarra jazz de improviso (com temas directos, secos e firmes), como às suas influências pessoais, como Lee Hazlewood, ou Robyn Hitchcock.

Tocados a solo ao lado do público, os concertos visam tornar-se numa experiência interactiva. Não no campo da pirotecnia, óculos 3D, artes performativas ou surf em caixotes do lixo, mas sim em música escrita enquanto é tocada, em termodinâmica, com pessoas lado a lado num quarto, rodando as esferas ao mesmo tempo. Como todos nós o fazemos. Sim, num universo em colapso acelerado, em expansão à volta de um centro. De que outra forma esperam que colidamos? http://vimeo.com/53348168

http://soundcloud.com/yonatangat/sets/yonatan-gat-new-tracks/s-DCIwF
http://soundcloud.com/yonatangat/sets/new-mntnx/

 

ISTO NÃO É UMA FESTA INDIE #09, 20 Dezembro


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inaeufi-nov-2012
//   Spellcrafter vem da Maia e dos Equations. Com o seu sintetizador e uma data de músicas estranhamente reminiscentes de noites de sono interrompido pelo som de um qualquer canal de TV, àquela hora em que já toda a gente se foi deitar. Melodias frias, distantes e maquinais acompanham as batidas de uma qualquer drum machine parada no tempo.
http://www.facebook.com/pages/SPELLCRAFTER/423820547682919
http://soundcloud.com/spellcrafter

ISTO NÃO É UMA FESTA INDIE #08, 29 Novembro

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ineufi10_2012
//   "Mãos ao alto que a gunaria do Norte está aí. Ghuna-X manda os beats, Rey Zeroquatro manda a realidade à cara dos presentes. "Será que alguém me ouve desse lado?", pergunta Rey. Nós ouvimos, e bem, pois que ser ameaçado com um taco de baseball numa noite de rock 'n' roll é para os duros. O Ghunagangh deixa qualquer lugar em estado de emergência, não vai andar tudo ao soco mas não se livram de um clube rude.
http://facamonstro.bandcamp.com/album/ghunagangh

ISTO NÃO É UMA FESTA INDIE #07, 19 Outubro


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jiboia
//   "O Lounge tem sido a nossa segunda casa ao longo deste ano e em Setembro regressamos com mais uma Isto Não É Uma Festa Indie. Como não gostamos de festas a meio gás, apresentamos dois concertos. Jibóia e os seus sons que agradam imenso ao baixo-ventre dos meninos e das meninas. E ainda o segredo mais bem guardado da Invicta, chamam-se Claiana e trazem no seu vocalista e frontman um autêntico Bruce Dickinson se este tivesse nascido em Cabo Verde."

Jibóia
: O projecto de Óscar Silva é uma miscelânea de kuduro, com rock, pedaleiras às cores, noise e tons em arco-íris do psicadélico. Há de tudo: Animal Collective, afrobeat, viagens gingonas pelo espacial e, só por isso, Jibóia é festão. Uma das revelações nacionais do ano e ao vivo perceber-se-á porquê.
Claiana: "Claiana" é um projecto musical, que nasceu na rua de S. Victor em junho de 2009. "Claiana" é termo criado pelo pai do Gui quando alguém falava e não se percebia nada, que coincide com as articulações vocais deste projecto.

ISTO NÃO É UMA FESTA INDIE #06, 07 Setembro
 
 
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ineufi-maio
//   Bro X (broh csis) (brothers do Xangai) Baixa da Banheira, ou melhor, Xangai é um lugar lindo que fica algures entre Alhos Vedros e o Barreiro, margem sul do Tejo ou na outra margem, na margem da vida suburbana de classe média baixa, novo riquismo e rendimento mínimo. Histórias de heróis e de heroínas, de cowboys e de cocaínas, activismo social manhoso, roupa por lavar faz meses, amor, putas, pastéis de nata, imperiais, ranço fresco, telemóveis em segunda mão, hip hop tuga no coração. Tuga não é bem o termo pois a imprensa mais atenta já fez o rotulo "Hip Hop Fudido do Xangai". Bro X são filhos do Xangai , manos do D.R.C. e sei mais o quê. Não pagam bilhete e não tem passe, têm é saudades da Fonte das Ratas. Gente boa, vidas ingratas. Xangai é amor. É tesão p'la vida... (foto de Vera Marmelo)
http://bro-x.bandcamp.com/

ISTO NÃO É UMA FESTA INDIE #05, 31 Maio
 
 
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ineufi_4-08
//   Atomizador nasceu na capital espanhola em 1976. Este artista DIY – que desenvolve a plataforma de arte e música punk "Afeite al Perro" – é também designer gráfico e toca, actualmente, na banda de alien-punk Extinción de Los Insectos, tendo integrado, no seu passado, grupos de punk-hardcore como Ensaladilla Rusa ou Campamento Nec Nec!
Atomizador, pessoa das mil e uma ocupações, com coração em forma de criação, acredita no poder da música e da arte enquanto maneira de mudar vivências. Até hoje, este nuestro hermano já editou inúmeras cassetes e dois discos.
http://atomizador.bandcamp.com/

DJ LYNCE

Na Andaluzia, a população do lince-ibérico, o felino mais ameaçado do planeta, mais do que triplicou nos últimos nove anos, existindo hoje 312 animais, revela o censo de 2011 realizado pelas autoridades espanholas.
O censo do lince-ibérico (Lynx pardinus) de 2011 registou um aumento de 13% em relação aos 275 linces registados no ano anterior e um aumento de 231% em relação aos 94 animais detectados em 2002, segundo dados citados pela agência Europa Press.

SLANG
"Embora oficialmente a SLANG tenha arrancado em 2011, os primeiros esboços e o interesse por t-shirts começou há algum tempo atrás. Ao longo dos anos fomos reparando em pormenores que nos incomodavam nas t-shirts que íamos adquirindo: cortar golas demasiado justas, desenhar a marcador ou stencil por cima de cortes que gostávamos, ajustar mangas demasiado compridas eram as soluções. Tudo isso ajudou a definir os modelos e corte das t-shirts SLANG.
Os nossos desenhos têm um caracter manual, utilizando colagens, recortes, e uma aproximação a uma linguagem com que sempre nos habituamos a trabalhar. Os nossos modelos são personalizados, não imprimimos por cima de outras marcas, temos especial atenção no detalhe e na qualidade das t-shirts. A tshirt é um formato livre, uma espécie de cartaz portátil, que qualquer pessoa pode usar. Como gostamos de t-shirts e de pessoas que nos motivem, e porque é possivel juntar tudo isto, é normal que por aqui passem pessoas cujo trabalho admiramos e nos relacionamos.
A SLANG é uma marca de t-shirts de edição limitada, porque tal como num cartaz ou num disco, objectos que gostamos, vemos a tshirt como um formato que passa uma ideia, um trabalho, e cuja edição também tem um limite, e que a torna especial.
A SLANG é o João, o Nuno e o Lica."
http://www.slangtshirts.com/
 
ISTO NÃO É UMA FESTA INDIE #04, 5 Abril

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ineufimarco12
//   RA é, antes de mais, para se ouvir alto. Mais do que música, é o cruzamento entre a imagem e o som, na mente de um homem só: Ricardo Remédio. Trata-se da mais recente adição à família da Lovers & Lollypops e o seu concerto de estreia - no próximo dia 8 de Março, no Lounge, integrado na residência mensal da L&L - desempenhará um papel de alquimia: não só apresentar RA ao mundo, como desvendar sombras do seu novo (e primeiro) EP, a sair neste primeiro semestre de 2012, com o selo da editora portuense.
Não é para fugir com medo. É sentir o medo até aos ossos e deixar as emoções fluir. Porque, afinal de contas, Isto Não É Uma Festa Indie."

ISTO NÃO É UMA FESTA INDIE #03, 8 Março
http://ramusicdoom.bandcamp.com
ra
 RA - "Rancor" Video Clip (Teaser) from Frita'Rita on Vimeo.
 
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ineufi-02
//   Algodón Egipcio (alias Bertho Cheky) é um músico venezuelano que no ano passado lançou seu álbum La Lucha Constante na label americana Lefse (casa de Neon Indian, Dominant Legs ou How To Dress Well) e que foi elogiado per médios de tudo o globo como Club Fonograma, Altered Zones, NME ou Pitchfork, destacando-o como uma colecção de canções de brilhante pop dinâmico, envolvente e estimulante, onde mistura shoegaze e uma enigmática electrónica íntima que já lhe rendeu comparações com Four Tet ou Panda Bear, e que alguém tem definido como um cruzamento entre El Guincho e My Bloody Valentine. Seus remixes foram publicados em diversos trabalhos de bandas como El Columpio Asesino, Maria e José She’s A Tease. Os britânicos Male Bonding incluiram uma versão de sua canção "Feelings Weird" no seu 7'' Nothing Remains (Sub Pop, 2010). Também faz parte da banda Jóvenes y Sexys, e já percorreu Venezuela, México, Brasil, Espanha e Portugal, têm actuado em festivais como Primavera Sound e também pisou o palco como músico de Javiera Mena, Xoel Lopez e Hadjis Ulises. Vai logo ver a luz um 7'' compartido com os espanhóis El Faro, publicado pela Acuarela.

ISTO NÃO É UMA FESTA INDIE #02, 17 Fevereiro

istonaoeumafestaindie_fev
Site Oficial: http://www.algodonegipcio.net
Label: http://lefserecords.com
Stream do disco "La Lucha Constante": http://algodonegipcio.bandcamp.com/album/la-lucha-constante

Algodón Egipcio - El Día Previo from odomingopablo on Vimeo.


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INEUFI-06
//   Ano novo, nova residência no Lounge. Esta vai ser a primeira sessão de uma festa mensal a cargo da Lovers & Lollypops, a boa gente por detrás do festival Milhões de Festa, que nos escolheu para casa em Lisboa.

"Pouca gente saberá, mas o primeiro concerto da Lovers & Lollypops foi acolhido pelo Lounge. Corria o final de 2005, mais propriamente Outubro, e preparamos uma mini-tour para os espanhóis Linn Youki Project que começou precisamente em Lisboa. Como o filho pródigo a casa regressa, também nós regressamos ao Lounge. A partir de Janeiro de 2012, a "Isto Não é Uma Festa Indie" desloca-se do Porto para Lisboa e promete agitar a capital com amigos mais ou menos conhecidos, mais ou menos próximos, sempre acolhidos pelo soundsystem da L&L em modo reduzido ou alargado.
ISTO NÃO É UMA FESTA INDIE #01, 27 Janeiro
blackbombaim


Para a primeira sessão, a 27 de Janeiro, propomos uma noite em família com o regresso a Lisboa dos Black Bombaim, a estreia de Tren Go! Soundsystem e do seu disco "WOOOWOOO" e um final de noite que se espera caótico com a Lovers&Lollypops SS e o nosso dj-amigo-preferido, Granada.

Black Bombaim - http://www.facebook.com/blackbombaim?sk=info
Tren Go! Sound System - http://www.facebook.com/pages/Tren-Go-Sound-System/162877110402856
Lovers&Lollypops SS - http://www.facebook.com/LoversSoundystem
Granada - http://www.facebook.com/granadadj